A sua inspiração tem como base as várias culturas que se cruzaram e cruzam em Alcácer, reconhecendo a riqueza da sua diversidade, apostando na celebração do património comum, mostrando o que hoje se faz sem evitar o confronto vivo das linguagens distintas que refletem também distintas identidades coletivas.

Neste contexto, a Associação Sons da Lusofonia em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Alcácer do Sal e aplicando a experiência de 19 anos de organização, curadoria e produção da Festa do Jazz, desenvolveu o conceito deste evento que acontece, pela primeira vez, de 6 a 15 de agosto em Alcácer do Sal e na Comporta.

O evento Alcácer do Jazz foi pensado de forma a construir fóruns informais de debate, de gosto e de vivências, criando um sentimento de pertença a uma comunidade cada vez mais alargada e inclusiva como é prática nas produções ASL. Por isso é também de notar que a programação central dos concertos e encontros tem 50% de mulheres nos elencos. A ASL consolida assim a sua posição na questão da igualdade de género e de oportunidades ao passar das palavras à ação, algo essencial para criar um Portugal mais inclusivo.

A programação Alcácer do Jazz integra espetáculos de Mário Laginha, Carlos Martins, Marta Hugon, Beatriz Nunes, Maria João, Salvador Sobral e o trio Barradas-Toscano-Pereira, garantindo uma representação e igualdade de género na liderança dos projetos musicais em cartaz.

Em simultâneo, o evento Alcácer do Jazz promove momentos de encontro com a comunidade e de debate que se debruçam sobre os temas “Música e Cultura Mediterrânea”, “Matemática e Jazz” e o “Jazz nas Filarmónicas” que traz os jovens, de ambos os sexos, da música de Banda para o mundo da improvisação.

Segundo Carlos Martins, diretor artístico do evento, “apostar num Festival de Jazz em Alcácer do Sal é um acto de amor e de resistência feita pela afirmação da Cultura através da apresentação da melhor música improvisada feita em Portugal. A CMAS apostou no Jazz como música de Liberdade e de elaborada e trabalhosa conexão com o momento e com as pessoas. Este é um caminho para a Cultura em Portugal. Numa altura em que os artistas em geral e a comunidade do Jazz em particular sofre tantas limitações e tantos problemas artísticos e sociais, a CMAS com a ASL souberam pensar num festival que traz grandes vozes do jazz nacional e traz pensadores que têm uma relação concreta com a comunidade local pensando em termos globais”.