Segundo relatos da época, a 9 de janeiro de 1963, eram mais de 100 as pessoas que se encontravam na apanha de peixe junto à lagoa de Santo André.

Estava aberta a pesca aos 80 profissionais da terra e a quem mais quisesse tentar a sorte e no areal da costa alentejana havia gente de todas as idades.

Na lagoa, dois barcos vigiavam, um servia para lançar as redes, outro para apanhar o peixe. Subitamente, uma onda maior cobriu tudo.

Os mais novos, de oito, nove, 11 anos, fugiram o mais depressa que os pés descalços permitiram. O mais velho, de 79 anos, foi um dos que não resistiu à fúria da água.

A onda entrou na lagoa, varreu as margens e, a pouco mais de uma braçada de terra, tirou a vida a 17 homens.

Passados 63 anos sobre o dia da tragédia, a terra recorda a data com um monumento no local, com o nome dos pescadores que morreram.