O projeto do Parque Eólico das Cachenas, cuja fase de estudo prévio se encontra em consulta pública até quarta-feira, 14, é promovido pela GALP e abrange os territórios de Vila Nova de Milfontes (no concelho de Odemira), de Porto Covo e de Sines (Sines), e da União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra (Santiago do Cacém).

De acordo com o estudo prévio, consultado pelo Jornal Sudoeste, o futuro Parque Eólico das Cachenas consiste numa unidade de produção para autoconsumo e tem como objetivo o fornecimento de energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na Unidade de Produção de Hidrogénio da GALP, denominado por projeto GalpH2Park, situado numa área adjacente à refinaria na Zona Industrial e Logística de Sines.

Com uma capacidade total instalada de cerca 129,2 megawatts (MW), o parque eólico apresentará uma produção anual estimada de 308 GWh/ano, “com importante contributo na produção de hidrogénio verde e sua incorporação em vários setores de atividade, constituindo um claro contributo à descarbonização da economia”, revela o estudo.

O projeto prevê a instalação de 19 aerogeradores, com uma potência unitária de 6,8 MW, correspondendo a uma potência total instalada de 129,2 MW. Cada aerogerador terá um diâmetro de rotor aproximado de 175 metros e uma altura entre 112 e 119 metros.

A energia gerada por estes equipamentos será evacuada através de uma subestação de Muito Alta Tensão (MAT)/Média Tensão (MT), com relação de transformação de 150/30kV, que será construída no local.

A construção do Parque Eólico das Cachenas terá uma duração de 20 meses, sendo que nesta fase se prevê a presença, em simultâneo, de até 188 trabalhadores no pico da empreitada.

O documento em consulta pública acrescenta que o parque tem um prazo de vida útil previsto de 35 anos.