A Direção Regional do Alentejo do PCP critica o decreto?lei que alterou a orgânica das CCDR, considerando que representa “um passo mais na governamentalização das políticas regionais” e no adiamento indefinido da regionalização. Para os comunistas, a nova estrutura reforça a ideia de que estas entidades “nunca visaram uma abordagem de regionalização, descentralização e participação democrática”.

O partido acusa ainda o Governo de transformar as CCDR numa “correia de transmissão” dos seus interesses, apontando para um modelo que considera “opaco”, sem mecanismos de escrutínio e suscetível de alimentar “clientelas” e relações de dependência entre poder político e económico.

A Direção Regional do Alentejo do PCP denuncia igualmente aquilo que classifica como um “negócio” entre PSD e PS para a escolha dos novos presidentes das CCDR.

No caso do Alentejo, o nome apontado é o do socialista Ricardo Pinheiro, deputado eleito por Portalegre, ex secretário de Estado do Planeamento e antigo presidente da Câmara de Campo Maior.

Segundo o PCP, este entendimento entre os dois maiores partidos assume “maior gravidade” na região, onde a CDU é a segunda força mais representada no colégio eleitoral responsável pela escolha do presidente da CCDR.

A estrutura comunista considera tratar?se de um “deplorável desrespeito” pela região e pelas suas instituições democráticas.

Face ao que classifica como um processo “inaceitável sob diversos pontos de vista”, o PCP confirma que os eleitos autárquicos da CDU (PCP/PEV) não irão participar nas votações de 12 de janeiro.