A organização do evento foi da inteira responsabilidade dos alunos das turmas em causa, sob a orientação e coordenação das alunas Matilde Raposo e Rute Encarnação, a quem coube ainda a moderação da Palestra.

Segundo estas alunas “foi uma oportunidade para refletir sobre a atual conjuntura geopolítica na Europa e no Mundo e em que medida os episódios presentes é um replicar da história em comparação com conflitos anteriores”. 

Para a Matilde Raposo “Foi um momento de exposição e reflexão sobre os conflitos Mundiais e que alterações políticas, sociais e económicas levaram a esses mesmos conflitos. A jovem considera que “há muito mais em comum, do que o que separa, os dois conflitos mundiais anteriores e a invasão à Ucrânia”.

Por seu turno, a Rute Encarnação, referiu que “as dificuldades sociais e económicas a par da insegurança podem reacender os populismos e os extremismos”. A aluna do Cercal do Alentejo afigurou “a nossa geração tem em mãos o desafio de assegurar os valores da democracia e da liberdade, não podendo dar por garantido aquilo que as gerações dos nossos pais conquistaram sob sacrifício.” “Temos a obrigação moral de ser porta-estandartes da liberdade” disse ainda a aluna Rute Encarnação.

Entre outras temáticas os alunos assim tiveram a possibilidade de abordar o impacto do conflito num período de pandemia e que implicações teve nos sistemas democráticos e na participação livre dos cidadãos, assim como o futuro do projeto europeu e se a dependência externa da Europa e a negligência das forças armadas por parte dos estados-membros pode colocar em causa a soberania dos Países.

Estas foram as questões centrais de uma sessão de interação entre os alunos e o Professor Manuel Monteiro, abrindo o espaço da escola à sociedade civil e a uma figura de reconhecimento nacional e internacional.