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A cerimónia contou com a presença de líderes nacionais e internacionais, incluindo altos representantes do Governo português, da Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Portugal e outras autoridades nacionais e regionais. O evento sublinhou o valor estratégico do projeto como um dos maiores investimentos privados em infraestrutura digital na Europa.

Localizado na costa sudoeste de Portugal, o SIN01 é agora o maior centro de dados alguma vez comissionado no país — um marco histórico no posicionamento de Portugal no centro da economia global de dados, reforçando o seu papel como um hub estratégico de infraestrutura digital na Europa e no mundo.

"Hoje, Sines recebe o maior edifício operacional de data centers em Portugal— e isto é apenas o começo", afirma Robert Dunn, CEO da Start Campus. "O SIN01 é o primeiro capítulo do principal campus europeu de centros de dados de larga escala preparado para Cloud, IA e HPC — construído para o futuro, alimentado por energias renováveis e projetado para crescer. Desde o seu início, este projeto tem sido desenvolvido com base na colaboração da comunidade, clientes e da indústria em geral. As nossas instalações de última geração irão fortalecer o ecossistema digital, criando mais oportunidades de emprego, atração de talento e proporcionando uma base sólida para o crescimento económico de Portugal", acrescenta.

A Start Campus é financiada por investidores globais, como a Davidson Kempner Capital Management LP e a Pioneer Point Partners, que viabilizaram o SIN01 de forma totalmente privada, sem capital público (sem recurso a subsídios, fundos públicos, ou qualquer tipo de benefícios fiscais ou financiamento europeu), e contando com o apoio de um banco norte-americano. Este projeto representa uma forte aposta no potencial digital e energético de Portugal no cenário global.

"Esperamos que este campus represente mais de 8,5 mil milhões de euros apenas em investimentos de construção, estando previsto que que os nossos clientes invistam múltiplos desse valor em infraestruturas e implementações tecnológicas no local", afirma Robert Dunn, CEO da Start Campus.

Quando concluído, o campus contará com seis edifícios e uma capacidade total de 1,2 GW de IT, estado o acesso à rede assegurado. O início da construção da próxima instalação, de 180 MW (SIN02), está previsto para meados de 2025.

"O Projeto de Sines continuará a garantir que Portugal se mantém na linha da frente da corrida ao desenvolvimento da Inteligência Artificial, com grandes empresas tecnológicas internacionais já a operarem no nosso país", acrescenta João Talone, Consultor Sénior da Davidson Kempner.

Durante a cerimónia, na qual estiveram presentes membros do Governo português, o Campus de Dados SINES foi destacado como um símbolo da ambição nacional e da política de infraestrutura orientada para o futuro.

"Com este empreendimento pioneiro, Sines consolida-se como ponto estratégico. Congratulo-me pelos ecossistemas aqui desenvolvidos, alimentados por energia renovável, e que têm grande potencial de retenção de talento. Urge combater a fuga de jovens qualificados. Não podemos conformar-nos", afirma Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e Habitação.

"Este é mais um investimento estruturante para a economia portuguesa, que ajuda a colocar Portugal numa posição estratégica na economia dos dados, aproveitando a localização geográfica privilegiada de Sines. É um investimento profundamente empenhado com a sustentabilidade, que vai trazer mais emprego qualificado, diversificando a atividade económica na região e contribuindo para a construção de um ecossistema digital de longo prazo. Junta-se a outros grandes investimentos que têm vindo a demonstrar que Portugal é um país com uma boa proposta de valor para os investidores”, sublinha Pedro Reis, Ministro da Economia.

A presença de representantes da Embaixada dos EUA no evento reafirmou a importância de fortalecer os laços transatlânticos.

 “Esta inauguração representa um dos maiores investimentos estrangeiros na história de Portugal. É uma mudança de paradigma e estamos orgulhosos de apoiar esta iniciativa, que irá melhorar a conetividade global de Portugal, aprofundar os laços bilaterais e criar milhares de empregos em Portugal e nos Estados Unidos”, acrescenta Douglas A. Koneff, Chargé d’Affaires na Embaixada dos EUA em Lisboa.

O SIN01 está otimizado para responder às elevadas exigências de desempenho da IA, cloud de hiperescala e aceleração digital, aproveitando a posição única de Portugal como um hub de energia de baixo carbono e alta disponibilidade. O país oferece um dos ambientes energéticos mais competitivos da Europa, sustentado por um crescente excedente de capacidade renovável. Em 2024, 87,4% da eletricidade gerada em Portugal provinha de fontes renováveis, de acordo com dados da Eurostat, tornando-se uma das redes elétricas mais verdes da Europa.

O Campus de Dados SINES, que abriga a instalação SIN01, oferece excelente conectividade submarina e terrestre, garantindo latências competitivas para todos os centros económicos estratégicos da Europa e do mundo. Proporcionando acesso a cabos de fibra internacionais através de instalações carrier-neutral, permite uma integração perfeita entre redes submarinas e terrestres.

Até ao momento, mais de 2 milhões de horas de trabalho foram dedicadas à entrega do SIN01, envolvendo milhares de profissionais e fornecedores locais. Com a conclusão do campus completo de 1,2 GW prevista para os próximos anos, a Start Campus continuará a desempenhar um papel importante na criação de emprego e no desenvolvimento económico regional.

"A partir da costa do Atlântico, estamos a construir a espinha dorsal do futuro da IA na Europa", refere Dunn, CEO da Start Campus. "E temos orgulho de que tudo comece aqui, em Sines, Portugal", reforça.

A Start Campus está a desenvolver o projeto SINES DC, um campus de data centers com 1,2 GW de capacidade em Portugal, que será o maior e mais sustentável ecossistema de dados da Europa, com conectividade global de referência no mercado.

O SINES DC oferece aos clientes máxima flexibilidade, com soluções powered shell, turn-key e build-to-suit. As ofertas avançadas da empresa estão preparadas para IA e respondem às necessidades futuras da indústria, integrando tecnologias de arrefecimento líquido num design flexível e escalável.

Com um valor de investimento total combinado de 8,5 mil milhões de euros, o projeto utilizará 100% de energia renovável e tem como objetivo alcançar um PUE (Eficiência no Uso de Energia) de 1,1 e um WUE (Eficiência no Uso de Água) de 0, aproveitando o poder de arrefecimento do oceano. A Start Campus compromete-se a ser Net Zero até 2030.